segunda-feira, 30 de julho de 2018

Caracol speed

Se eu pudesse ter a vida de um caracol e não ter de carregar a casa às costas, apenas o essencial. De manter o focus adiante obrigando-me aos desafios de uma vida menos activa. Viver o quotidiano sem receio em ser pisada pelos distraídos ou de ser colhida pela tempestades. Sem receio em arriscar pela causa que me move. Se pensarmos somente no receio das mudanças, no agir pelos outros, no sentimento perdido no Reino da acomodação deixamos de ser Gente, que racionaliza demasiado e que sente pouco. Viver o momento é mais importante do que projetar somente. Não encontro tudo o que procuro mas identifico semelhanças com quem me faz sentir que cada momento é ouro e semente no coração. E se as memórias igualmente passarem à velocidade de um caracol saberemos recuar, ganhando consciência do que o presente nos obriga. Ganhar velocidade nos planos que individualmente fazemos sem criar expetativas, para que não existam frustrações futuras. Acalmar sentimentos também pode ser uma vontade de aceitação precose mas igualmente necessária, para que o espírito nunca perca o entusiasmo...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Se eu pudesse regressar no tempo e sentir o teu colo, onde os mimos e os risos eram uma permanente fonte de alegria e onde tudo era fácil de ser. Crescer depressa era uma vontade intrisega de fazer acontecer. O tempo passou e os momentos, tantos que vivi entre outros que deixei por acontecer. A idade deixa agora perceber que crescer é aprender a viver sem expectativas. Se a vida muda num minuto, os momentos podem durar alguns segundos e esses nunca poderemos repetir. Agora sei a verdade dos teus ensinamentos e a sabedoria com que os punhas em prática.  Somos as raízes das memórias dos momentos que vivemos e que experimentamos. O resto são informações que surgem das expetativas alheias a um destino que não depende de nós, mas das opções que tomas perante o que mais te emociona. Alimenta a verdade da tua essência. Tudo o resto é ficção.